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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

INGLATERRA GOLEIA FRÁGIL ISRAEL

A Inglaterra cilindrou a selecção de Israel por um avolumado 6-2.

O inglês Mount foi o homem do jogo ao apontar cinco golos na partida, foi o próprio Mount que inaugurou o marcador na primeira parte, com a Inglaterra a vencer por um a zero o jogo foi para o intervalo.

Na segunda parte a Inglaterra chegou ao segundo golo por intermédio de Mount, os israelitas reagiram através de um golo de Tal Roei ao reduzir para 2-1.

O inglês Mount apareceu de novo e fez mais tres golos de rajada colocando o marcador em 5-1 a favor da Inglaterra, rapidamente chegou o sexto golo inglês obtido por Robert Allander.

Antes do término do jogo Israel chegou ao 6-2 final com um golo do israelita Roy Rosiner.5

ESPANHA COM DIFICULDADES PARA VENCER

A Espanha apesar de difícil, conseguiu vencer a Alemanha por um curto 1-0 nesta terceira jornada do Euro Sub-17.

Numa partida em que a primeira parte não teve golos, foi na segunda metade do jogo que se ditou o resultado final.

Foi o golo do espanhol Bigas no segundo tempo que fez o resultado final do jogo, Espanha apesar de complicar conseguiu somar mais três pontos importantes.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

ANDORRA SURPREENDE ITALIANOS

A Itália foi travada por uma surpreendente Andorra, os italianos empataram com a Andorra por 1-1.

A selecção italiana chegou ao golo por Greco ainda na primeira parte do encontro, com a Italia a vencer por 1-0 o jogo foi para o intervalo.

No segundo tempo a Andorra conseguiu chegar ao empate com um tento de Adria Antequera, assim com este score de 1-1 o jogo chegou ao fim.

SUÍÇA VENCE ÁUSTRIA NA RONDA 3

No arranque da terceira jornada do Euro Sub-17 de França, a Suíça venceu a selecção da
Áustria poe 3-1.

A Áustria até foi quem entrou melhor no jogo, o golo de Sebastian Mostôgl deu aos austríacos a vantagem no score, a Suíça reagiu nesta partida com um golo de Althaus de penálti e levou um 1-1 para o intervalo.


Os suíços na segunda parte foram melhores e conseguiram mesmo chegar ao triunfo na partida um golo de Fuhrer e outro de Walther fizeram o 3-1 final.

ALEMANHA SURPREENDE E VENCE FRANÇA

A turma da França foi surpreendida nesta segunda jornada, a Alemanha levou de vencida a selecção da casa por 1-0.

O jogo teve pouca história no que toca a golos, o golo do alemão Koch deu a vitoria ao grupo germânico, tento apontado na primeira parte.

OS ESPANHÓIS ENCONTRARAM O RUMO DA VITÓRIA

Depois de surpreendida pela Inglaterra, a Espanha conseguiu vencer a selecção de Israel com uma goleada de 10-0.

Os espanhóis Ricard, Ballard e Najera, com um golo cada um, colocaram a selecção de Espanha a vencer por três bolas a zero ao intervalo.

O conjunto israelita nunca conseguiu disputar o jogo perante uma Espanha muito forte, tres golos de Maideu, dois de Bigas e outros de Najera, a Espanha conseguiu aumentar a vantagem no marcador chegando ao 10-0.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

PORTUGAL VENCE ANDORRA NA 2ª JORNADA

Texto: FPP

A Seleção Nacional Sub-17 de hóquei em patins alcançou a sua segunda vitória no 34º Campeonato da Europa – Gujan-Mestras, França. Esta segunda-feira, 25 de agosto, Portugal venceu (5-0) Andorra, em partida referente  à 2ª jornada do Grupo A.

Frente a Andorra, um dos adversários mais fortes do grupo, Portugal mostrou-se bastante competente em todos os processos do jogo, o que permitiu alcançar um triunfo tranquilo e somar a segunda vitória em outros tantos desafios. Com os jogadores mais confortáveis no piso do pavilhão de Gujan-Mestras, a Seleção Nacional realizou um encontro globalmente bem conseguido, com destaque para uma 2ª parte de maior domínio. Ao intervalo, e à semelhança do desafio com a Áustria, Portugal vencia por 2-0, desta feita com golos de Joaquim Ferreira e Gonçalo Nunes. Na etapa complementar, a formação portuguesa manteve-se por cima e foi com naturalidade que dilatou a diferença (5-0), por intermédio de Hugo Barata, por duas ocasiões, e Gonçalo Nunes.

Cinco inicial: Tiago Rodrigues (GR), João Lima, Gonçalo Nunes, Joaquim Ferreira e Hugo Barata
Marcadores: Gonçalo Nunes (2), Hugo Barata (2) e Joaquim Ferreira (1)

Luís Moreira, Selecionador Nacional: “Fomos uma equipa racional, forte, com mais paciência e também muito mais adaptada à pista. Crescemos com o decorrer do jogo, com uma segunda parte mais bem conseguida, com maior controlo e posse de bola, o que nos permitiu frente a esta excelente equipa de Andorra, criar vantagens no um para um e nas ações que tínhamos trabalhado. Também permitiu fazer uma boa rotação dos atletas, como já tínhamos feito no primeiro jogo, e quando foi necessário na parte final do encontro, os jogadores estavam bem e conseguiram colocar em pista o que lhes tinha sido pedido. Amanhã [terça-feira] é dia de descanso e vamos descansar bem e preparar o jogo com a Suíça para garantir o apuramento”
Amanhã, terça-feira, a Seleção Nacional cumpre o seu dia de descanso. Na quarta-feira, 27 de agosto, Portugal volta à ação para medir forças com a Suíça, num encontro marcado para as 17:45 (hora de Portugal Continental) e com transmissão em direto no portal do CERH. Mais informações no portal do CERH, em www.cerh.eu.

ITÁLIA VOLTA A VENCER NO EURO SUB-17

Depois de vencer a Suíça, a selecção de Itália goleou a Áustria por 10-0, em jogo da segunda jornada do Europeu de Sub-17.

O homem do jogo foi o italiano Alberto Greco ao apontar três golos na partida, com golos de Gavioli, Barbieri e Faccini, a Itália chegou ao intervalo a vencer por 3-0.

A equipa transalpina na segunda parte voltou a carga, com os três golos de Greco, dois de Campagno, um de Gaviolli e outro de Raffaelli a Itália chegou ao resultado final de 10-0.

SPORTING FICA COM O 4º LUGAR EM LUANDA

Foto: RFEP

O Sporting CP terminou o torneio Zé Dú em Luanda na 4ª posição depois de perder frente a selecção sub-21 de Espanha por 2-1.

Ao intervalo os espanhóis venciam por duas bolas a zero, com dois tentos apontados por Carballeira.

Já na segunda parte a equipa portuguesa por intermedio de João Pinto conseguiu reduzir para 2-1, resultado com que a partida iria terminar.

domingo, 24 de agosto de 2014

FRANÇA GOLEIA ISRAEL

No último jogo do dia, a selecção da França goleou a selecção de Israel por um folgado 7-0.

Claramente superior em rinque a turma da casa não teve qualquer dificuldades em derrotar os israelitas.

Os golos foram apontados por, Kalemba e Gefflot por duas vezes, um de Gelle, um de Ajaali e outro de Cremese.

Esta segunda-feira a França defronta a selecção da Alemanha e os israelitas defrontam a Espanha,

SUÍÇA DERROTADA PELA ITÁLIA

A Itália venceu a selecção da Suíça por 5-1.

A turma italiana começou bem melhor a partida, com golos de Gavioli e Graco a Itália chegou ao intervalo com uma vantagem de 2-0.

Na segunda parte os italianos voltaram aos golos e iriam chegar ao 5-0 com dois golos de Campagno e um de Gavioli.

Antes do final a turma suíça fixou o resultado final em 5-1 com um golo de Althaus.

INGLATERRA SURPREENDE ESPANHA

As selecções de Espanha e Inglaterra empataram a uma bola no Europeu de Sub-17 em França.

Os ingleses começaram melhor e com um golo de Alexander Mount chegou ao intervalo a vencer por 1-0.

Na segunda parte foram os espanhóis quem fizeram um golo, por intermedio de Albert Bigas a Espanha fixou o resultado final em 1-1.

Esta segunda-feira a Espanha defronta a selecção de Israel enquanto os ingleses descansam.

PORTUGAL DESPACHA ÁUSTRÍA NO ARRANQUE DO EURO SUB-17

No jogo inaugural do 34º Campeonato da Europa de Sub-17, Portugal goleou a selecção-da Áustria por 7-0.

A turma lusa controlou a partida chegando ao intervalo a vencer por duas bolas a zero ao intervalo, com golos de João Lima e Gonçalo Nunes.

Na segunda parte Portugal não abrandou e partiu para a goleada, dois golos de Gonçalo Meira, dois de Gonçalo Nunes, um de Pedro Silva, um de Frederico Neves e outro de Joaquim Grilo, Portugal venceu por 7-0.

A selecção portuguesa volta a rinque nesta segunda-feira às 17:45h para o embate com a Andorra. Quanto aos austríacos defrontarão a selecção de Itália às 15:15h.

"URSINHOS” ARRANCAM HOJE NO EUROPEU

Arranca este domingo o 34º Campeonato da Europa na categoria de Sub-17, que se realiza em França.

Num formato de grupos, Portugal está inserido num grupo com Austria, Italia, Andorra e Suíça. O outro grupo é Espanha, Inglaterra, França, Israel e Alemanha.

A turma de Luís Moreira entra em rinque este domingo quando forem 15:15h para defrontar a Áustria.

Pode acompanhar os jogos em directo via streaming do CERH aqui.

SPORTING DERROTADO COM UM GOLO DE PEDRO GÍL

O Sporting foi derrotado pelos angolanos da Juventude de Viana por uma bola a zero, num dos jogos das meias-finais do torneio Zé Dú.

O golo do espanhol Pedro Gil ainda na primeira parte deu a vitória e a presença no jogo da final a Juventude de Viana.

Na outra meia final o Académico de Luanda venceu a selecção de sub-21 de Espanha por 3-2.

Neste domingo o Sporting jogará o jogo do 3º e 4º lugar frente à selecção de sub-21 de Espanha. 

sábado, 23 de agosto de 2014

TRÊS GOLOS DE RICARDO FIGUEIRA EM NOVA VITÓRIA LEONINA

A equipa do Sporting CP venceu a selecção de sub-21 de Espanha por 4-3, em jogo a conta para a 3ª jornada do Torneio Ze Du a realizar-se em Angola.

A equipa de Nuno Lopes foi surpreendida pelos jovens espanhóis, o Sporting esteve em desvantagem de 3-0, os golos espanhóis foram de Alabart por duas vezes e um de Casas.

O Sporting reagiu e deu a volta ao marcador com três golos de Ricardo Figueira e um de Tiago Losna, assim a equipa leonina acabou por vencer e conquistou o primeiro lugar do seu grupo.

Agora nas meias-finais o Sporting irá encontrar a Juventude de Viana, o jogo esta marcado para este sábado às 20:30h.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

SPORTING AFINA A “MÁQUINA” EM TERRAS ANGOLANAS


Arrancou na quarta-feira em Angola a 13ª edição da Taça Zé Du, em representação do hóquei em patins está em terras angolanas o Sporting CP, agora modalidade oficial do clube de Alvalade.

No primeiro encontro nesta quarta-feira, os leões venceram a equipa do 1º de Agosto por 5-0, com golos de João Pinto (2), Tiago Losna, Carlitos e do jovem Bekas. Já nesta quinta-feira, o Sporting tornou a golear, desta vez para a 2ª jornada frente a uma equipa constituída por jogadores oriundos de equipas de Maputo. Neste segundo jogo com golos de Bekas (2), João Pinto (3), André Moreira e Carlitos, a equipa leonina venceu por 7-0.

De realçar que o Sporting avança para o terceiro jogo, marcado para esta sexta-feira frente à selecção sub-21 de Espanha, com nenhum golo sofrido

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

X TORNEIO CIDADE VALE DE CAMBRA – VÍTOR SILVA

Pelo 10º ano consecutivo o Hóquei Académico de Cambra organiza o “X Torneio Cidade de Vale de Cambra – Vítor Silva”. De recordar que este Torneio teve início em 2004, ano do desaparecimento do então Presidente Vítor Silva, adoptando por isso a partir dessa data o seu nome e sendo um dos principais eventos levado a cabo por este clube.

No presente ano, o Torneio chega à sua 10ª edição, o número já de si “redondo” torna-se ainda mais importante ao coincidir com o 15º aniversário do Clube. São estes motivos mais do que suficientes para fazermos uma edição memorável, de homenagem ao Presidente Vítor Silva, ao Clube e à cidade que desde a primeira hora nos acolhe – Vale de Cambra.

Nesta 10ª edição as equipas presentes serão:
- Hóquei Académico de Cambra
- Clube Desportivo da Póvoa
- Famalicense Atlético Clube
- Sporting Clube de Tomar

Mais do que nunca a presença massiva dos adeptos e população fará toda a diferença no arranque de mais uma época desportiva!

VÍTOR PEREIRA: “OBJECTIVO É CLARAMENTE A MANUTENÇÃO”

Foto: Facebook AD Sanjoanense

Foi na época de 2003-2004 que a AD Sanjoanense teve a sua última participação na \ª divisão nacional, agora chegou a hora do regresso.

A equipa de São João da Madeira vai disputar o patamar máximo no hóquei em patins português na próxima época.

O timoneiro que conseguiu comandar a equipa da Sanjoanense neste regresso foi Vítor Pereira, à três épocas como técnico da Sanjoanense e depois de muita especulação da possível saída, o treinador irá continuar a orientar a Sanjoanense.

O Besthoquei esteve com o treinador Vítor Pereira, ele que nos fez a antevisão da próxima época que ai vem.

Puxando a fita atras, falo-nos da última época da AD Sanjoanense que culminou com a subida de divisão…
Este projecto surgiu quando Henrique Almeida assumiu a presidência do hóquei em patins da AD Sanjoanense á 3 épocas atrás e me convidou para ser de novo Técnico da AD Sanjoanense. Aquando esse convite decidimos que o nosso objetivo seria o de colocar a Sanjoanense na 1ª divisão. Para isso era importante fazer ressurgir o hóquei na cidade, trazer de novo os nossos adeptos ao pavilhão, fazer com que acreditassem no projecto, mostrar que era diferente e que poderia ter êxito. Felizmente conseguimos alcançar o nosso objectivo o que para mim foi também a concretização de um sonho, voltar a ver aquele pavilhão completamente repleto a festejar a subida de divisão foi algo com que sonhei após ter iniciado este projecto. Alem de conseguirmos a subida de divisão conseguimos que o hóquei em patins ficasse a ganhar com o envolvimento criado em torno da nossa equipa.

Agora vem ai um novo desafio para a Sanjoanense e para o treinador Vítor Pereira, como encarou a planificação desta época que ai vem?
A planificação é dentro do que estamos habituados. Sempre fui dizendo que para conseguirmos subir da 2ª para a 1ª Divisão tínhamos de trabalhar ao nível dos clubes que estão na segunda parte da tabela classificativa na 1ª Divisão, como tal assim a nossa planificação é dentro do habitual. Temos a noção das dificuldades financeiras que o clube vive, e que não podemos cometer erros como alguns praticados no passado que nos custou 12 anos de afastamento de estar entre os melhores clubes, por isso mesmo estamos a preparar um plano de trabalho de acordo com todas as condicionantes que nos rodeiam, mas muito ambicioso.

Que expectativas e objectivos tem a Sanjoanense para a próxima época?
O objectivo da AD Sanjoanense é claramente o da manutenção. Quando aceitei este desafio, ficou estabelecido que este ano será o nosso Ano Zero, adaptação a uma nova realidade de forma a alcançar a manutenção. Assim que essa manutenção se torne realidade será importante o clube elaborar um novo projecto de afirmação do clube na primeira divisão. As expectativas são as melhores, os nossos adeptos, as pessoas de S. João da Madeira estão com a equipa, isso é muito importante e motivador para alcançarmos o nosso objectivo o mais cedo possível, mas para isso vai ser preciso ajustamento a todos os níveis nos séniores do Clube, uma dinâmica maior por parte de todos, directores, seccionistas, equipa técnica e jogadores.

A Sanjoanense foi ao mercado e reforçou-se com quatro reforços e perdeu tres jogadores, nos que pode falar das saídas e o que vem estes reforços ao seu plantel?
O plantel que está definido para arrancar a época de 2014/2015 é um plantel equilibrado. Entraram jogadores para colmatar algumas situações que consideramos necessárias face a nova realidade que será o campeonato da 1º Divisão e ás soluções tácticas que pretendemos apresentar. Os reforços vêm trazer qualidade ao plantel, são jogadores tal com os que se mantem que nos dão garantias para trabalhar de forma a assegurar os objectivos. O nosso plantel já contava com excelentes elementos e espero que o entrosamento entre todos seja alcançado com a maior brevidade possível. Logicamente que com as entradas, saíram jogadores, aos quais desejo as maiores felicidades e que agradeço toda a dedicação que tiverem enquanto atletas a forma como superarão as muitas dificuldades.

As contratações da Sanjoanense tiveram o dedo do Vítor?
Apesar de a minha continuidade ter estado em análise com o presidente do clube, de imediato após a subida e como o meu acordo com o presidente só terminava em Julho elaborei um plano de trabalho com o presidente Henrique Almeida. Todos os Jogadores contratados fazem parte da lista inicial que apresentei, embora obviamente essa lista tivesse mais nomes e outras soluções. Não havia tempo a perder, fomos a última equipa a assegurar o lugar na Primeira Divisão. Independente de quem assumiria o cargo técnico era importante assegurar o futuro da equipa. Foi preciso trabalhar de forma rápida de forma a assegurar jogadores com qualidade.

Como se encontra o hóquei em patins em geral na AD Sanjoanense actualmente?
O Hóquei em patins é uma modalidade que tem dado muitos êxitos ao Clube, ADSanjoanense é o clube mais representativo da cidade de S. João da Madeira e tem no seu hoquei em patins um exemplo de sucesso, não só pelos êxitos alcançados mas pela formação de jovens. Penso que como foi demostrativo os últimos jogos que tivemos no nosso pavilhão, os adpetos e as pessoas da cidade estão de novo com o Hóquei em patins e com a sua equipa sénior masculina. Isso sem dúvida é muito positivo e traz muita esperança para o futuro.

Esta promoção ao patamar máximo de Portugal que importância para clube?
Tendo em conta a difícil realidade do Hóquei em patins, penso que na 2ª divisão que consegue uma média de adeptos superior a 500 pessoas por jogo, com os jogos decisivos a atingir mais de 2000 pessoas, que pratica um bom hóquei, tem por direito estar no patamar máximo. Esperamos que todos os sócios e adeptos do clube se continuem a juntar a esta equipa e que com isso a motivação continue. Estar numa primeira divisão a disputar jogos por todo o pais trará de novo mais projeção do Clube e da Cidade de S. João da Madeira, certamente trará mais despesas as quais esperamos sejam superadas pela adesão de mais patrocinadores para junto da secção de hóquei em patins da AD Sanjoanense.

sábado, 16 de agosto de 2014

CARLOS SILVA E O TEMPO NO BENFICA: “”EMPURRARAM-ME” PARA FORA DO BENFICA”

O guardião Carlos Silva vai ser mais um emigrante do hóquei em patins português  ainda muito jovem esteve no Parede FC e no Oeiras, mas foi em Paço de Arcos que se mostrou verdadeiramente ao hóquei em patins, no CD Paço de Arcos passou 13 épocas, passou uma época por empréstimo no seu primeiro ano de sénior no Alenquer, o ponto mais alto da sua carreira foi no SL Benfica onde esteve seis anos.

Corria o ano de 1989 e ainda miúdo Carlos Silva apareceu no Parede onde esteve duas épocas, depois seguiu para o Oeiras onde esteve também duas temporadas, em 1993 chegou a Paço de Arcos onde fez verdadeiramente a sua formação hoquista, em 2002 foi emprestado ao Alenquer naquela que era a sua primeira época como sénior voltando ao Casa Blanca no ano seguinte.

Em 2004 Carlos Silva chegou ao SL Benfica onde esteve durante seis temporadas de águia ao peito, Carlos viria mesmo a regressar a Paço de Arcos onde permaneceu até ao final da época passada, viajando agora para à Suíça para representar os suíços do Basel.

O Besthoquei esteve com o guarda-redes português, Carlos Silva respondeu a varias questões sobre a sua carreira e sobre a sua nova aposta na Suíça.

O Carlos teve o ponto alto da sua carreira nos seis anos que passou pelo Benfica, que momentos recorda dessa longa passagem pela Luz?
Da minha passagem pelo Benfica só tenho boas recordações. Foi um orgulho jogar num clube como o Benfica, onde passei momentos muito bons e outros não tão bons. Recordo momentos, colegas e adeptos que me marcaram e que me enriqueceram profissional e pessoalmente.

Fica um sabor amargo ao completar cinco época num clube como o Benfica e não conquistar um campeonato nacional?
Claro que fica. Quem joga no Benfica joga sempre para ser campeão. Nos seis anos que lá joguei, muitas vezes estivemos perto de o conseguir, mas faltou sempre o 'quase'. E esse 'quase' faz toda a diferença. E na história ficam os campeões, e não os segundos ou terceiros. Portanto, é inevitável dizer que quando penso que joguei 6 anos no Benfica e nunca consegui ser campeão, existe um sentimento de frustração. Mas, por outro lado, consegui absorver as coisas boas que essa experiência me deu e crescer com isso. A vida é uma aprendizagem constante...estamos sempre a aprender!

Teve um ano em Alenquer na época 2002-2003, como recorda esse ano em Alenquer?
Fui para o Alenquer no meu primeiro ano de sénior. O guarda-redes da equipa do Paço de Arcos era o João Miguel, uma referência para mim desde então, e o clube e eu achámos que a melhor opção para mim era sair por empréstimo para rodar um ano e ganhar experiência competitiva de 1^ divisão. A nível colectivo a época correu mal, pois descemos de divisão e atravessámos uma fase conturbada do clube, numa época em que tivemos 3 treinadores. Mas a nível pessoal foi uma experiência enriquecedora. Com 19 anos joguei ao mais alto nível e ganhei andamento de 1ª divisão. Nesta fase da minha carreira, recordo um treinador que me ajudou muito. Foi o Costa Duarte (actual treinador da Juv. Salesiana), que desde que entrou no clube apostou e acreditou em mim. Foi uma pessoa muito importante para mim, que me deu muita força e que me ajudou muito. Até hoje, passados 12 anos, não esqueço a importância que ele teve na minha carreira.
Regressou a Paço de Arcos em 2010 onde esteve até agora vindo do Benfica, que balanço faz destes anos no Paço de Arcos?
Regressei a Paço de Arcos, 6 anos depois de sair. Regressei porque acharam que eu já não servia para o Benfica e 'empurraram-me' para fora do Benfica. A expressão é literalmente esta. O meu sentimento na altura foi o de que queria acabar com a minha carreira. Mas Deus escreve direito por linhas tortas, e hoje estou aqui. Só Deus e a minha família sabem o que passei no final de 2010 e aquilo que me fizeram. Não o desejo a ninguém. Mas as pessoas passam e os clubes ficam, e o Benfica está acima de tudo e de todos. Regressei há minha casa, pelas mãos do presidente da altura, José Silveira, e do treinador, Paulo Garrido, que fizeram tudo para que eu regressasse a Paço de Arcos. Fui para à 2ª divisão, sem qualquer problema, pois sabia que ia dar um passo atrás, mas que depois iria dar dois em frente. Subimos de divisão em 2011 e recolocámos o clube onde ele deve estar, que é entre os melhores. Depois de anos de 'sobe e desce', o Paço de Arcos 'assentou' na 1ª divisão. Penso que o balanço é muito positivo no final destes 4 anos. Com jogadores identificados com o clube, a grande maioria formados lá, com maior ou menor dificuldade, atingimos sempre os objectivos finais. O Paço de Arcos é hoje, novamente, respeitado em cada ringue que vai jogar e cada vez mais temido em sua casa. Penso que esse o maior sinal de que o balanço é muito positivo

Nestas duas últimas épocas o Carlos Silva realizou épocas de grande qualidade, sentiu que era possível ser chamado a seleção face às exibições que realizou?
Não, nunca o senti. A minha ida à selecção novamente não está dependente das minhas exibições, mas sim de questões pessoais. Não tenho dúvidas de que poderia ser o GR português menos batido do campeonato e até ser campeão nacional, que não iria ser chamado à selecção nacional. Tenho 32 anos e as minhas esperanças de voltar a representar a selecção nacional já não existem, pelo menos enquanto a actual direcção técnica nacional estiver à frente da Federação. Admito que na época passada, na altura do Torneio de Montreux, face ao momento desportivo que atravessava, tive essa esperança. Não sendo chamado nessa altura, percebi que não seria mais. Hoje, já nem penso nisso. Trabalho com o mesmo profissionalismo, seriedade e confiança, mas para evolução própria e da minha equipa. Sem pensar em selecções. Se um dia, um outro seleccionador me voltar a chamar, estarei sempre disponível.

Sente que a idade é um fator decisivo para quem pode ou não ser chamado a seleção?
Não, a idade não tem pesado nas escolhas recentes. Temos o exemplo o Luís Viana que, com 38 anos, e depois de uma época espectacular, foi à selecção. Não é por ai..

Já que estamos a falar da seleção portuguesa, como viu a prestação de Portugal no ultimo Campeonato da Europa em Alcobendas?
Não prestei muita atenção. Vi apenas, com mais atenção, o jogo frente à Suiça, pois queria ver já alguns jogadores que vou defrontar este ano. Depois, nos jogos com a Itália e com a Espanha, viajei de férias para o estrangeiro e não acompanhei os jogos.

Na opinião do Carlos Silva foram chamados os dez melhores jogadores portugueses ou os melhores jogadores portugueses da época passada?
Foram chamados os 10 melhores para quem tinha a responsabilidade de escolher. Nunca se pode agradar a gregos e troianos, e se formos fazer um referendo pelo mundo hoquistico português, haveria um sem número de opiniões e de opções diferentes. No final é fácil criticar e apontar possíveis erros. Eu, se calhar, convocaria, ou não, um ou outro jogador diferente. Mas nada me garante que o resultado seria melhor. Agora, cabe a quem decide e a quem escolhe, assumir as responsabilidades pelos resultados das suas escolhas e decisões. Depois, cabe à direcção da FPP decidir se se está a ir no caminho certo ou não. Ponto final.

O Carlos é um nome experiente no hóquei em patins, sente que se deve mudar algo no hóquei em patins em Portugal atualmente?
O que mais me preocupa, actualmente, no hóquei em patins português, é a formação. O actual sistema de mobilidade dos jovens atletas levou a uma monopolização por parte dos clubes com melhores condições. Clubes formadores, como o Paço de Arcos, HC Sintra, no caso do sul, estão a morrer ao nível de formação porque clubes como o Benfica e o Sporting, com maior poderio económico, estão a secar tudo à volta. Depois, a concorrência a nível distrital, é zero. Vemos as equipas de juvenis e de juniores do Benfica, que ganharam tudo este ano a nível da zona sul. Não tiveram concorrência nem competitividade. Chegaram à fase decisiva e falharam. Há 10/12 anos atrás, os jogadores de qualidade estavam distribuídos por várias equipas. Hoje, com a abolição das compensações aos clubes, os bons juntam-se todos numa só equipa e não existe competitividade. Isso preocupa-me em termos de futuro do hóquei, pois não sei se muitos destes miúdos, muitos campeões nacionais, estão devidamente preparados para jogar ao mais alto nível numa 1ª divisão.

Mudando de assunto, o Carlos Silva vai rumar a um novo projeto no hóquei em patins suíço, que aliciantes o levou assinar pelo Basel?
O que levou a assinar pelo RHC Basel foi um conjunto de factores, que vai desde o financeiro ao social. A nível desportivo, não tenho dúvidas de que o campeonato suiço não é mais competitivo do que o português. Mas depois há a parte financeira, que é muito melhor do que aquela que eu tenho em Portugal, e a parte de ir para um país onde as perspectivas de vida e de futuro são muito superiores às de cá. Ponderei todos os prós e todos os contras e tomei a decisão de emigrar. Será uma nova experiência para mim que eu não podia deixar passar de maneira alguma. Se tomei a opção correta, ou não, só o tempo o dirá. Este é um projecto de alguém que é apaixonado pelo hóquei em patins, que é o sr Roger Ehrle, o presidente do clube. Este senhor já foi campeão suíço por um clube alemão, o Friedlingen, onde jogaram alguns jogadores de craveira internacional, como o David Paez. Neste clube, a linha de pensamento é a mesma. Apostar em jogadores de qualidade para voltar a ser campeão suiço. Esse é um desafio que me seduz.

Que objectivos e expectativas tem para esta época que ai vem?
Primeiro, adaptar-me ao país, à língua, aos costumes e a uma realidade social e hoquistíca totalmente diferente. O grande desafio pessoal será ter o máximo rendimento desportivo enquanto consigo realizar todas estas adaptações. Atingindo os desafios pessoais estarei mais perto de conseguir atingir os colectivos, que são o de ser campeão suíço e o que fazer uma boa campanha na Taça CERS. Esse será o meu grande desafio e objectivo.

O Paço de Arcos quis renovar consigo?
Sim, fui o primeiro jogador do plantel com quem o clube quis renovar. Desde o primeiro momento, os responsáveis do clube estiveram a par da possibilidade de eu ir para a Suiça e foi uma negociação muito leal. Entenderam a minha opção e foram de uma correcção extrema em todo o momento.

Teve propostas de clubes portugueses ou estrangeiros?
Tive duas abordagens, não mais do que isso, para além da proposta formal do Paço de Arcos.

Qual o treinador com quem trabalhou o marcou mais?
Não tive um que me marcou mais, mais sim alguns que me marcaram de diferentes formas. Para além de todos os meus treinadores da formação, destaco o Paulo Batista, que foi uma pessoa que depositou uma enorme confiança em mim em todos os momentos. Foi quem me lançou nos seniores do Paço de Arcos e também na selecção nacional. Depois, destaco Luís Duarte, com quem fui campeão nacional de juvenis, de juniores e com que era o nosso treinador no Paço de Arcos em 2003/04, quando ficámos em 4º. Além de sentir que ele me ajudou a crescer enquanto homem e hoquista, sinto também que fiz parte da sua formação enquanto treinador, pois a sua primeira experiência a sério como treinador foi com a nossa equipa de juvenis. Tal como referi atrás, o Costa Duarte foi outra pessoa que me marcou, pelas razões já referidas. O Paulo Garrido foi quem me levou para o Benfica em 2004, e mais tarde para o Paço de Arcos, 2010. Foi uma pessoa que sempre acreditou em mim. O Carlos Dantas, pela sua exigência e frontalidade. Para um miúdo, como eu era na altura em que fui treinador por ele no Benfica, não é uma pessoa fácil de lidar. Mas hoje vejo que foi uma pessoa que me ajudou a crescer que contribuiu para o meu desenvolvimento. Por último, o Pedro Nunes foi muito mais do que um treinador que me marcou. É também um amigo, de quem senti uma confiança cega e que tirou o melhor de mim ao nível e rendimento. É um treinador de referência, que chegou onde chegou à custa do seu trabalho, do seu valor e da sua forma de estar, sem compadrios e jogos de interesses. É, actualmente, o melhor treinador português.

Qual é o melhor guarda-redes português de sempre?
Houve vários, cada um na sua época. Ramalhete, quem eu nunca vi jogar, ouvi dizer que foi o melhor. Mas vi José Carlos, Guilherme Silva, João Miguel, Fernando Almeida, Franklim, todos eles foram referências na sua época.

E atualmente quem é o melhor guarda-redes português?
Este ano foi o André Girão, sem dúvida. Fez uma época memorável, que culminou com a conquista do campeonato nacional. Foi o esteio da equipa do Valongo. Foi de uma regularidade extrema.

Agora na Suíça, vai continuar acompanhar o campeonato português?
Sem dúvida. E vou continuar a apoiar o meu Paço de Arcos! Desejo a maior sorte para o clube. Levo-o no coração, tal como a toda a gente. Colegas/amigos, dirigentes, colaboradores, adeptos. Todos!